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Wednesday, February 1, 2012

inventem-se novos pais

Há um livro com este título, que eu nunca li, mas que passou grande parte da minha vida numa prateleira mesmo ao meu lado, a falar baixinho comigo.
Cada vez mais, esta frase faz-me todo o sentido.

Sem tempo (e, por vezes, paciência), os pais (de hoje?) mal conhecem os seus filhos (e reciprocamente), deixando a sua educação nas mãos de escolas com demasiados alunos, jogos de computador e páginas de internet em que os miúdos se perdem horas a fio. Os miúdos, por seu turno, desconhecem o conceito de receber carinho e atenção dos pais, de falarem com eles, de lhes serem transmitidos princípios e valores que deveriam guiar a sua vida - e o resultado é assustador.

Tenho a certeza que qualquer livro que possa ler não me irá dar quaisquer respostas para quando se tratar dos meus filhos...mas, mesmo sem "instruções", farei o (im)possível para que sejam, acima de tudo, 

Felizes,
Criativos
e, claro, estudiosos.

Friday, November 4, 2011

Bairros 2011/2012
















Muitas vezes, é de coisas que "os outros" estranham que retiro a maior realização - como estar duas horas a olhar para triângulos rectângulos, isósceles e equiláteros com uma miúda de 12 anos e receber de volta um sorriso incrivelmente genuíno quando lhe digo que acertou a resposta.


Desde que me conheço que ando, incessantemente, à procura. De mim. De mais. De algo. 
De coisas que, em grande parte, sei (racionalmente) serem utópicas  - e, logo, por definição irreais.

Não obstante todos estes pequenos contra-sensos, sinto ter encontrado ontem uma parte de mim. 

(Obrigada. *)

Sunday, October 16, 2011

souriant

sempre me pareceram demasiado sisudas (as pessoas).
nos comboios, nos passeios, nos autocarros, nos cafés...mesmo (ou sobretudo?) acompanhadas, os semblantes carregados, deprimidos.

talvez por isso me dê um superior prazer sorrir, porque sim - sobretudo quando sozinha, e sem qualquer relação com o meu estado de espírito.

reparo, claramente, no sobressalto alheio ao vislumbrarem o esboço de tal movimento nos meus lábios - talvez por não ser aparente o motivo subjacente, e certamente pela espontaneidade.

não raramente, é a inocência dos que ainda não falam - deslumbrados que ficam com a atenção de um olhar sorridente - que devolve o sentimento.

(onde será que os outros guardaram o seu síndrome de Peter Pan?)