(em pimba, por Tony Carreira)
Wednesday, November 21, 2012
Sunday, November 18, 2012
comparação de metáforas
tendemos a comparar os presentes ao passado.
nem sempre (raramente) é justo, exigindo mais de nós à medida que o tempo passa, e os conhecimentos e acontecimentos se acumulam num rol de requisitos que a miopia do tempo vai tornando difusos, ainda que omnipresentes.
como um teste de hipóteses, vamos rejeitando ou aceitando os pressupostos à medida que os resultados aparecem, acabando por reduzir o tamanho da amostra disponível - e, com isso, inerentemente, aumentando sistematicamente a probabilidade de erro, originando um ciclo muito pouco virtuoso.
é dúbio que isto nos torne, ou aos nossos, melhores, sobretudo sem que se altere a priori o valor crítico que guia a tomada de decisão:
dou por mim por vezes a falar por ou para outrem, que não reconheço em nenhum dos interlocutores
Nos desenhos animados
Se o teu cavalo falasse
Tinha tanto p'ra contar
Tinha tanto p'ra contar
Aos fantasmas debaixo dos meus lençóis
Dos tesouros que escondemos dos espanhóis
(em loop)
Saturday, November 17, 2012
à bientôt, mon ami
cliches are always the first words that come to mind. particularly in moments when there is nothing to be said...
...there are no words. there are and will be the long dinners, french/portuguese translations to english, microfinance, tiramisu, a scare at 3 in the morning...and a hug.
(the only way to find something is to keep looking. i hope that, somehow, you did)
Thursday, November 15, 2012
o problema das generalizações
"Common sense is not common at all."
Friday, November 2, 2012
middle class
'Adam Smith, who described Britain as a nation of shopkeepers, had a keen sense of what could be expected of the middle class. The prudent man, he wrote, "does not go in quest of new enterprises and adventures, which might endanger, but could not well increase, the secure tranquility which he actually enjoys."'
(in The Economist)
Thursday, November 1, 2012
ignorance is bliss (2)
we pay so much for knowledge...
...why can't we pay to forget some of the things we know?
Monday, October 29, 2012
Monday, October 15, 2012
Saturday, October 13, 2012
cinderela
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu
qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a
Cinderela".
(Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém
pensar.)
garrafas
Não, estou óptimo, ou melhor, óptimo não estou, só que estes três anos, de tanto se espalmarem uns nos outros, parecem um só dia, ou antes, uma só noite, sei que não me faço entender, vou tentar explicar melhor, pensa nas garrafas de plástico, naquelas garrafas de água mineral, a garrafa faz sentido enquanto estiver cheia de água. Mas depois de a teres esvaziado podes espalmá-la e deitá-la fora, aconteceu comigo, espalmou-se-me o tempo.
(Antonio Tabucchi, in A Lei Seca)
Thursday, October 11, 2012
it's the economy, stupid
à imagem da mensagem da campanha presidencial de Bill Clinton em 1992 (da autoria de James Carville), sinto estar em falta de uma manifestação que encha as ruas do país com milhares de revoltados vestindo t-shirts a alertar para a falta que faz discutir a economia.
fica a dúvida de onde andam as discussões (se existentes) sobre números [concretos], níveis de produção, impacto das políticas fiscais no consumo e poupança etc., ao invés das conversas de café que parecem ter substituído o debate e o comentário políticos.
fica a dúvida de onde andam as discussões (se existentes) sobre números [concretos], níveis de produção, impacto das políticas fiscais no consumo e poupança etc., ao invés das conversas de café que parecem ter substituído o debate e o comentário políticos.
por seu turno, do outro lado do oceano a economia parece ter perdido destaque face aos dramas enfrentados pelo poupas amarelo.
Wednesday, October 10, 2012
28
nunca pensei apaixonar-me por uma cidade. muito menos por ti, lisboa, minha menina. (e moça.)
vim, pé ante pé. vim a medo, como de resto é característico das pessoas que se lançam no desconhecido.
vim, pé ante pé. vim a medo, como de resto é característico das pessoas que se lançam no desconhecido.
e apaixonei-me. pelas tuas esplanadas, pelo teu sol a iluminar páginas e páginas de conversas de café.
seguiram-se as praias, tanto criticadas - sobretudo as desertas, para além do Tagus.
vieram, depois, todos os outros cafés, porventura os mesmos, num pleonasmo acidental. atrás deles, os restaurantes a olhar as melhores vistas da cidade, ao sabor de uma garrafa de vinho proveniente das vizinhanças.
(e as praias, outra vez.)
apaixonei-me também por uma mão cheia de coisas que ficaram por fazer. daquelas que dão mais vontade de voltar.
(a casa.)
Tuesday, October 9, 2012
bbe
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Separou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
Wednesday, September 26, 2012
leave
Partir é sempre bitter-sweet. Também o é chegar já depois dos outros partirem - sem nós.
E eles foram. [Quase todos.]
Olhando, agora, através do miradouro, a cidade outrora repleta de cafés que falavam múltiplas línguas, vejo-os tristes ao permanecerem agora vazios, num silêncio onde ressoam apenas as memórias dos que ficam.
Esses - escassos - evitam falar disso, cabisbaixos que estão de os terem deixado por aí. Olho-os pelo espelho de um carro que não é meu, vendo os seus cansados corpos ir para casa - eu, que já não tenho a certeza de onde é a minha.
Tuesday, September 25, 2012
uma canja para Merkel
daqui a 3 anos ninguém saberá quem é o Gaspar - mas Ricardo Araújo Pereira continuará a cunhar frases incisivas, geniais e memoráveis.
Wednesday, September 19, 2012
Thursday, September 6, 2012
jugaad
"Jugaad colloquially means a creative idea or a
quick workaround to get through commercial, logistic or law issues. As such,
the jugaad movement has gathered a community of enthusiasts, believing it to be
the proof of Indian bubbling creativity, or a cost-effective way to solve the
issues of everyday life.
Jugaad (also sometimes jugard) literally means
an improvised arrangement or work-around, which has to be used because of lack
of resources. This is a Hindi term widely used by people speaking other Indian
languages, and by people of Indian origin around the world. The same term is
still used for a type of vehicle, found in rural India, made by carpenters by
fitting a diesel engine on a cart."
(from Wikipedia)
Em Portugal, chamamos-lhe "desenrascanço".
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